Como as Escolhas definem quem somos: Reflexões sobre a Decisão e a Omissão

O MITO DA NÃO ESCOLHA

Como as Escolhas definem quem somos: Reflexões sobre a Decisão e a Omissão

 

A Escolha como essência da existência

Escolher é inevitável. Mesmo quando achamos que estamos evitando uma decisão, estamos escolhendo a omissão. No entanto, por que tantas pessoas temem escolher? Sartre, em sua abordagem existencialista, afirmava que “estamos condenados à liberdade”. Nossa consciência nos obriga a decidir, e cada escolha não apenas molda nosso futuro, mas também redefine quem somos.

A fenomenologia nos ajuda a compreender essa dinâmica, pois foca na experiência vivida e no significado que atribuímos à realidade. Quando fugimos da decisão, na esperança de evitar consequências, estamos, paradoxalmente, tomando uma decisão com consequências próprias.

O medo da escolha e o paradoxo da omissão

O medo de escolher está intimamente ligado às incertezas da vida. Queremos garantias, desejamos a certeza de que estamos optando pelo caminho “certo”. No entanto, a vida não oferece tal segurança.

Heidegger falava sobre a “angústia existencial”, essa sensação de vazio que emerge quando nos deparamos com a liberdade absoluta de escolher. Para muitos, essa angústia se torna insuportável, levando à paralisação ou à crença de que não escolher é uma forma de evitar erros.

Mas o que acontece quando não escolhemos? A resposta é simples: a realidade escolhe por nós.

A ilusão da não Escolha

A ideia de não escolher é uma falácia. Quem se recusa a tomar uma decisão está, na prática, escolhendo se abster de protagonismo na própria vida. Isso significa aceitar que outros (ou o acaso) decidirão por você.

Husserl, pai da fenomenologia, nos ensina que não experimentamos o mundo de forma passiva. Cada ato, cada escolha e cada omissão moldam a realidade que experienciamos. Assim, quem evita tomar uma decisão não está realmente evitando nada, apenas delegando o controle sobre sua própria existência.

Isso se aplica tanto às grandes decisões da vida (como carreira, relações e mudanças drásticas) quanto às pequenas (como escolher entre sair ou ficar em casa em um sábado à noite). Cada escolha nos aproxima ou nos afasta de determinadas possibilidades.

Escolher é criar realidade

Nietzsche nos provoca com a ideia do eterno retorno: e se tivéssemos que viver a mesma vida repetidamente, exatamente como ela é? Isso nos obriga a refletir sobre como cada escolha impacta o futuro. Se cada decisão fosse eterna, o que você faria diferente?

A liberdade de escolha nos assusta porque implica responsabilidade. Mas é justamente essa responsabilidade que nos torna senhores do nosso destino. Escolher não é apenas decidir entre opções; é criar a própria realidade.

A Escolha Como Ato de Coragem

O verdadeiro desafio não é escolher entre opções difíceis, mas aceitar que cada escolha constrói nosso futuro.

Evitar escolher não nos protege dos erros – pelo contrário, nos aprisiona em uma ilusão de segurança enquanto perdemos o controle sobre nossas vidas. A fenomenologia nos ensina que somos seres ativos na construção da realidade, e cada decisão que tomamos é uma afirmação da nossa existência.

Portanto, que sejamos corajosos o suficiente para escolher. Pois, no fim, a vida não é feita de certezas, mas de atos de coragem que dão significado à nossa existência.

 

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Ricardo Murça, Terapeuta

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